Aula: Soma dos ângulos internos do triângulo

Para demonstrar aos alunos esta importânte propriedade que consiste em generalizar, em cinco passos uma aula em que eles verificam que a soma dos ângulos internos do triângulo é sempre 180º, para isto divida a classe em grupos de até 6 pessoas e organize o material abaixo:

LISTA DE MATERIAIS

  • Papel sulfite,
  • Régua,
  • Canetinha (3 cores para cada grupo),
  • Tesoura e
  • Cola.
fonte: 13 Arts Blog

1º PASSO – Pré Produção

Organize os estudantes em grupos e distribua o material da lista para eles, a quantidade de papel sulfite deve ser calculada pela quantidade de crianças no grupo e mais uma, para uso coletivo.

2º PASSO – Desenhar Triângulo

Chame a atenção dos alunos para que identifiquem 3 pontos não coincidentes e não alinhados em seus papeis individuais. Em seguida, que usem a régua para ligar os três pontos e formar um triângulo. Peça que atentem para o fato de que cada triângulo traçado é diferente um do outro.

3º PASSO – Identificar os ângulos do triângulo

Peça que os alunos utilizem as canetinhas, pintando cada ‘bico’ (ângulo) do triângulo de uma cor diferente e, em seguida que recortem os ‘bicos’ com um espaçamento entre a parte pintada e o centro do triângulo para que possam identificar com facilidade qual o ângulo que foi recortado.

4º PASSO – Verificar a proposição: A soma dos ângulos internos do triângulo é igual a 180º

Para prepeparar a folha coletiva, peça que um único membro do grupo, trace no papel linhas retas paralelas com número igual ao dos participantes do grupo e escreva, no canto da linha, o nome de cada integrante. Em seguida cada aluno colará seus ‘bicos’ unidos pelo vértice, com o primeiro colado de modo que um de seus lados esteja alinhado com a linha que contém o seu nome e os demais encostados uns nos outros.

5º PASSO – Razoabilidade da proposição e erro.

Os alunos comprovarão a razoabilidade da proposição a respeito da soma dos ângulos internos de qualquer triângulo ser igual a 180º, embora empiricamente possa haver casos dissonantes, o que pode ser explicado, até verificado, sobre o erro humano no traçado do triângulo, no ato de recortar os ‘bicos’ utilizando a tesoura e de colar alinhando sobre a linha com os vértices unidos.

Aplicação da Prova São Paulo

Hoje finalizamos a aplicação da prova São Paulo. Foi minha primeira experiência neste tipo de avaliação sobre a rede municipal de Ensino da Cidade e observei algumas peculiaridades que podem causar distorções no resultado final obtido.

GIPHY - Prova animada

FALTA DE CULTURA DE PROVA: Os alunos não se comportam adequadamente no momento da avaliação. É surreal. Hoje no grupo de Whatsapp uma professora pediu ajuda porque havia um aluno dependurado na porta da sala de aula, durante a prova. Conversas, assovios, alunos em pé são comuns durante a aplicação.

FALTA AUTONOMIA: Os alunos demoram muito para iniciar a prova, insistem que as questões sejam explicadas individualmente, do mesmo modo como nas aulas. Nas aulas também, a explicação geral não basta, não prestam atenção e solicitam atendimento individual.

FALTA DE ENGAJAMENTO NA PROVA: Uma grande quantidade de alunos sequer lê a prova. O percentual de alunos sem engajamento aumenta de acordo com a idade. Apliquei para 7ºs e 8ºs anos e o engajamento dos alunos mais velho foi muito menor. Na escola os outros professores relataram que o engajemento é ainda menor nos 9ºs anos. Não há uma correlação absoluta entre engajamento/defasagem, notei alunos proficientes sem engajamento e alunos com defasagem engajados, mas a balança pende para os alunos com defasagem demonstrarem menos interesse para a prova.